Posts Tagged ‘cloud computing

01
out
09

tecnologia: o futuro é nublado

Você tem ouvido o termo “cloud computing” ou “computação na nuvem” nos últimos tempos. Mas o que há de tão interessante nisso? É realmente uma novidade tão importante que afeta nosso dia a dia?A resposta curta é sim. A computação na nuvem reúne várias tecnologias que você vem utilizando de diversas formas há um bom tempo e não tem do que se preocupar.

Existem várias definições, das simples até as complexas, passando, como sempre, pelas fantasiosas e as inverossímeis. Algumas delas dão a idéia prática e simples: armazenar informação em datacenters e poder usar programas remotos para manipulá-la (Google, Amazon, Microsoft, etc).

Isso é verdadeiro, mas também deixa de fora a parte mais interessante. Para isso vamos tentar explicar “o que tem na nuvem”.

Computadores pessoais têm ganhado mais potência, ao mesmo tempo em que caíram de preço. De fato os processadores são mais potentes, as memórias mais baratas, tendência que vem se repetindo dia após dia. Mas, dentro do conceito de cloud computing, já não importa ter ou não um dispositivo tão potente.  A “nuvem” fará isso por você, veja o porquê a seguir.

Cloud Computing e Grid Computing (Grade de Computadores) são tecnicamente difíceis ou impossíveis de diferenciar. Porém, Grid Computing chega mais perto da realidade técnica. Uma grade de computadores trabalhando em conjunto (Veja “Grid Computing”). Inteligência (ou capacidade de processamento) e Memória (ou capacidade de armazenamento) distribuída (grid) num sistema interconectado.

Isso inclui o processador do seu modem ADSL, seu computador pessoal, seu celular, o gateway de sua empresa, o switch do datacenter, os milhares de servidores da Google e todos os aparelhos que de alguma forma se interconectam na Internet e assim de fato formam a “nuvem”.

GRAFICO I (Cloud & Grid)

Assim como o sistema operacional de muitos usuários é o Windows, muitos roteadores residenciais usam Linux, muitos celulares suportam Java, etc. Isso lhes permite comunicar, processar e armazenar informação.

O interessante do conceito cloud computing é que cada vez é menos importante “onde” você faz algo. Vamos analisar um exemplo hipotético, mas muito simples de implementar.

Seu modem residencial conecta-se a Internet, sua TV a cabo se conecta ao seu novo aparelho HDTV com “memória para gravar filmes” e seu computador acessa via rede wireless todos eles.

Você precisa escrever um texto, tal qual escrevo agora. Para isso você pode acessar o processador de textos on-line (google docs ou outro do tipo), começar a digitar no teclado de seu notebook e armazenar na memória da TV.

Digamos que você não terminou o texto até a noite (algo bem provável no meu caso) e no dia seguinte você deseja continuar ele, mas estando no seu escritório. A “nuvem” permitirá a você usar o mesmo processador de texto on-line e continuar o texto que ficou armazenado no disco rígido da sua TV em casa.

Uma vez terminado, você mesmo disponibiliza seu texto ao público, que não vai acessar diretamente a memória de sua TV, mas sim a partir de um blog em algum datacenter de baixo custo.

O interessante do exemplo é que praticamente todas as peças são intercambiáveis. O processador de texto pode rodar tanto no seu PC, no servidor do datacenter ou no seu roteador (de fato o sistema operacional do roteador suporta vários processadores de texto, inclusive para “configurar o próprio roteador”.

Se isso não lhe deixa à vontade, procuremos outro exemplo do dia a dia, a TV Digital. Sua TV costumava se conectar a um “decodificador”, agora utiliza algo mais avançado um “set top box”. Inclusive algumas TVs já tem o set-top box incluído no seu hardware. Você pode selecionar um filme, programar o que deseja ver e, algo quase milagroso, avançar um filme.

O que tem a ver isto com computação na nuvem? Sua TV tem capacidade de processamento e memória conectada aos servidores do provedor de TV a cabo. Os métodos de transmissão de vídeo utilizam um buffer (uma pequena porção do vídeo é armazenada no dispositivo receptor antes de ser apresentada na tela). Se o buffer é grande ou pequeno dependerá do desenho e da aplicação específica.

GRAFICO II (Set-Top Box / PC)
Você usa o controle remoto, mas tecnicamente é possível usar um PC ou o celular 3G. Escolher a programação, digitar seu endereço ou usar um processador de texto para fazer o exemplo anterior é exatamente o mesmo. Depende do que seu provedor de TV ofereça como serviço. De praxe ele deixa de ser um provedor de TV para ser um provedor de serviços, seja isso um vídeo, uma aplicação on-line, um armazenamento de fotos, etc.

Como vai afetar as nossas vidas no futuro imediato? De uma forma prática você pode esperar mais liberdade, deixando de se preocupar tanto pela capacidade dos dispositivos que você possui e se importando mais pelo que você pode utilizar da nuvem.

Ver, ler, escrever, compartilhar informação, se tornam processos mais naturais, já que os dispositivos se integrarão automaticamente à nuvem, seja para procurar uma palavra num dicionário como para modificar a sua seleção de filmes.

Você já é parte da nuvem. E não tem mais como descer dela!

Por Eduardo Capraroli – iMasters

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11
set
09

tecnologia: cloud computing e virtualização

Cloud Computing

Este novo modelo de computação promete muito nos próximos anos. Segundo o Gartner esta é uma grande tendência. Muitos grandes vendors, como Amazon, Google, IBM, Microsoft e Yahoo, já têm ações concretas nesta frente.

Novamente estamos falando de abstração, desta vez em uma escala diferente da virtualização. Para muitos esta é uma forma diferente de hosting como conhecemos hoje e pode ser um meio muito mais barato e fácil de escalar aplicações.

Esta abstração é a abstração de hardware. Não de um único computador, mas todo um data center. Por exemplo, você desenvolve de forma remota e nunca acessa o seu hardware, assim é possível pagar apenas pelo que está sendo consumido de recursos e não é necessário alocar recursos que não estão sendo utilizados. Confira este vídeo do You Tube da GoGrid a baixo:

Virtualização

Em poucas palavras, estamos falando de abstração. Pode ser abstrair/deixar transparente o hardware, você tem acesso a este hardware mas como se fosse uma camada virtual. Hoje em dia já é algo bem comum, existe virtualização de celular, video-game (quem nunca jogou Super Nintendo com o Znes?) e sistemas operacionais para hardwares específicos. Focando no ambiente do desenvolvedor, isto já nos traz diversas vantagens em termos de:

  • Teste de Tecnologias: Podemos instalar diversas tecnologias que ainda estão incipientes ou que podem simplesmente desconfigurar ou prejudicar o seu ambiente, então estes testes são realizados em um sistema operacional virtual que pode ser Windows, Linux ou qualquer outro.
  • Teste de Software: Se a sua aplicação Web precisa rodar nos navegadores Internet Explorer 6,7 e 8, Firefox 3 e Safari, você pode criar um sistema operacional contendo o ambiente para testar com cada navegador destes.
  • Desenvolvimento com VPN: Às vezes você precisa desenvolver remotamente utilizando a VPN de um cliente, que é o meu caso. Neste cenário, quando você conecta na VPN do cliente você perde o acesso a internet. Então é uma boa idéia criar uma máquina virtual para conectar na VPN do cliente e não perder seu acesso à web para consultas, por exemplo.
  • Separação de Ambientes: Suponha que você tenha que desenvolver para ambientes totalmente diferentes, como para Linux com GTK e para Windows com Oracle forms. Neste caso é uma boa idéia ter duas máquinas virtuais, uma para cada.

Entre outras aplicações, existe mais duas grandes vantagens que são:

  • Gerência de Configuração: Como todo o ambiente está em uma máquina virtual, basta copiar a pasta com os arquivos da máquina virtual e pronto, fica muito mais fácil realizar backup e disponibilizar um ambiente para um desenvolvedor.
  • Custos: Como tudo está virtualizado, é mais fácil trocar as soluções de máquinas e aumentar a máquina sem afetar as soluções, tanto a manutenção como o backup são favorecidos com isto.

Os servidores de aplicação e banco de Dados, LDAPs(AD) também podem ser virtualizados, existem soluções muito boas como: Virtual Box, VMware, Virtual PC e o XEN. Eu particularmente já trabalhei com o Virtual PC e com o VMware em produção de forma muito positiva, XEN é muito utilizado hoje em dia em ambientes Linux pelo baixo custo e por aumentar muito a disponibilidade das soluções.

09
jul
09

tecnologia:programas de edição online

Como todos já sabem, eu sou fã de cloud computing e software Open Source e, por isso, não podia deixar de dar essa dica muito interessante.

Não sei vocês, mas eu já tive diversos problemas ao precisar editar um arquivo e não ter o programa disponível no computador que estou naquele momento… isso é para deixar qualquer um doido, não é?!

Porém, o site Aviary traz uma gama de software para edição de imagem, vetor e muito mais, todos gratuitos e online.  Ainda não tive tempo para mexer com eles, mas só pela iniciativa a Aviary já ganha os meus parabéns.

Se algum de vocês já tiver testado ou pretende testar, poste suas opiniões aqui, ok?

29
jun
09

tecnologia:entendendo a computação em nuvem

Computação em nuvem é o termo da moda em tecnologia e muitos fornecedores estão rebatizando seus produtos para aproveitar a hype. Mas em que de fato ela consiste?

Para ajudar a diminuir a confusão, o Gartner identificou cinco atributos de computação na nuvem. Segundo a consultoria, não é recomendável focar apenas em um atributo. É preciso pensar no serviço como um todo.

A lista detalhada está em um documento chamado “The What, Why, and When of Cloud Computing”, da Gartner, que contém 29 pesquisas assinadas por mais de 20 analistas. Confira um breve resumo:

Baseado em serviço

O consumidor se preocupa com a mesma coisa que o fornecedor: o que o serviço oferece. O que ele precisa fazer é sempre mais importante do que como a tecnologia é usada para implementar a solução.

Escalável e elástico

O provedor consegue entender se a procura pelo serviço está alta e redimensiona a sua capacidade automaticamente. Os recursos de infraestrutura e software podem ser ampliados ou reduzidos conforme necessário.

Compartilhamento

Os serviços compartilham alguns recursos para construir economias de escala. Recursos de TI são usados com a máxima eficiência. A infraestrututra, software ou plataforma são compartilhadas entre os consumidores. Isso permite que recursos não utilizados possam atender diversas necessidades para vários consumidores ao mesmo tempo.

Pagamento por uso

O pagamento é baseado no consumo, não no custo do equipamento. Ele baseia-se na quantidade do serviço utilizado pelos consumidores, que pode ser em termos de hora ou na transferência de dados, por exemplo.

Usa tecnologias da internet

O serviço é feito usando identificadores, formatos e protocolos da internet como URLs, HTTP e IP. Existem muito exemplos de serviços baseados na internet, como o Gmail, do Google, algumas lojas online, sites se leilão e outros para hospedagem de fotos.

Fonte: INFO Online




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