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16
set
09

tecnologia:A influência da Internet sobre a mídia de massa e a economia

Você já pensou na quantidade de eventos que acontecem no Brasil e no mundo a todo momento?

No entanto, pelo fato de os jornais, programas de rádio e TV ou revistas serem veículos limitados em seu espaço – por terem nascido na era da escassez – eles têm que escolher o que irão apresentar para o seu público.

Cada segundo em um programa de rádio ou TV, ou cada centímetro quadrado em um jornal ou revista, deve ser pensado e repensado.

A “economia dos átomos” – em contraposição à “economia dos bits” – sofre, em sua gênese, do dilema da escolha, o insolúvel “trade-off” que sempre se faz presente. Deve haver uma seleção criteriosa sobre o que deve ou não ser publicado. Tal escolha decorre da falta de espaço para todas as informações disponíveis.

Atualmente, nos veículos tradicionais, tal papel é exercido pelo editor-chefe de um jornal ou de um programa de rádio. Ele é o filtro das informações, o Todo-Poderoso que tem a guarda da maçã do conhecimento e a distribui em nacos.

Em última instância, esse improvável guardião dos portões do conhecimento é quem escolhe de forma opinativa o que será divulgado dentre todos os fatos que lhe chegam às mãos. O quadro é ainda pior porque, mesmo ele, muitas vezes, já recebeu notícias filtradas.

Isso faz com que o mundo que enxergamos pelas lentes da mídia seja míope. Tomamos conhecimento e pensamos apenas sobre o que é noticiado, temos uma noção da parte, não do todo.

Não temos o poder de escolher sobre o que desejamos saber. A mídia pautada na escassez de espaço nos deixa órfãos de algum modo.

Obrigatoriamente, o recorte dos meios de comunicação tradicionais omite informações que nos ajudariam a compreender melhor o mundo em que vivemos e, a partir daí, tomarmos decisões mais relevantes para nosso dia a dia.

Ou, ainda pior, veiculam a mesma informação para os mais diversos indivíduos não levando em conta a enorme diferença de experiências e contextos que existe em cada observador, atuando em uma mão única.

O filtro humano é tendencioso e retórico. É parcial diante da escolha levando em conta seu próprio repertório e valores. A mídia da “economia dos átomos” nos mostra uma visão limitada e, na maioria das vezes, atrasada, de um mundo em constante evolução.

Com a Internet esse modelo cai por terra. Mesmo que um jornal não noticie um determinado ponto de vista sobre um político ou um acontecimento que só interessa a um pequeno número de pessoas, um blog pode fazê-lo, dando detalhes, fotos e links para que exploremos o assunto tanto o quanto quisermos.

Na década de 70, Maxwell McCombs e Donald Shaw propuseram o que seria chamado de Teoria do Agendamento (Agenda Settings, no original). Segundo a Wikipedia, “a mídia determina a pauta (em inglês, “agenda”) para a opinião pública ao destacar determinados temas e preterir, ofuscar ou ignorar outros tantos” – certamente não seria na TV que eu encontraria tal definição.

A Internet subverteu tal teoria. Com o crescimento da colaboração em massa e das novas ferramentas de gestão de conhecimento e gerenciamento de grandes quantidades de informação, a base da pirâmide passa a influenciar a pauta da mídia.

Ainda que tenhamos o Twitter como um reflexo imediato do offline e, portanto, do agendamento previamente escolhido, a mídia dita “offline” é cada vez mais influenciada pela “online”.

O fato de trocarmos um mundo dominado pela escassez por um mundo em que toda e qualquer informação possível pode ser produzida e noticiada no ambiente interativo muda todo o cenário econômico no qual vivemos.

Se nossa visão de mundo passa a ser mais larga e a economia – campo teórico em que até então estudava-se a correta aplicação de recursos limitados – passa a lidar com um mundo em que praticamente tudo é medido em bits, para onde caminharemos nas próximas décadas, uma vez que o mundo medido em bits é eminentemente abundante?

Fonte:  iMasters

25
ago
09

tecnologia:Aneel aprova distribuição de internet e TV por assinatura pela rede de energia

Complementando os posts anteriores:

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (25) as regras para o uso da tecnologia conhecida como “Power Line Communications” (PLC) no país – sistema que utiliza a rede de energia elétrica como meio de transporte de sinais de internet, vídeo e voz.

Na prática, o sistema permitirá, assim que implementado, o acesso à internet, ou à TV por assinatura, por meio da rede elétrica – já presente na maior parte das residências do Brasil. “Assim, um ponto de energia pode ser uma tomada para ligar o eletrodoméstico e, simultaneamente, um ponto de rede de dados para a provedora de internet ou TV por assinatura”, explicou a Aneel, em nota.

Fonte: Globo

08
jul
09

tecnologia:internet interplanetária ativada!

No final de 2008, a Nasa fez os primeiros testes com a Internet espacial, ou Internet Interplanetária.

Agora, os cientistas acionaram o primeiro ponto de acesso da Internet Interplanetária a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). O objetivo inicial é a automatização da transmissão dos dados científicos obtidos nos laboratórios da ISS para os controles em terra. Atualmente, o a comunicação é feita por algo mais parecido com um sistema de rádio do que com um protocolo da internet, como o TCP/IP.

Na Internet Interplanetária, o protocolo utilizado é o DTN (“Disruption-Tolerant Networking” – Rede Tolerante a Interrupções), no qual cada computador mantém a informação pelo tempo que for necessário, até que seja possível estabelecer a comunicação de forma segura com o próximo nó da rede. Dessa forma, há a garantia de que não ocorrerão perdas nos dados, mesmo diante de situações adversas encontradas no espaço.

Não é possível transferir a internet terrestre para o espaço porque lá em cima não se pode assumir que os computadores terão sempre uma conexão entre eles. Assim, o protocolo DTN pressupõe que os diversos nós da rede se comunicarão sempre que puderem. Quando não houver conexão, cada roteador deve segurar seus dados até ser possível fazer a transmissão.

De acordo com o site Inovação Tecnológica, a NASA espera equipar todos os laboratórios da Estação Espacial Internacional de seus próprios roteadores para que os dados científicos sejam transferidos para os respectivos controladores de cada experimento. Muitos deles ficam em laboratórios de universidades ou nos centros de controle das agências espaciais europeia, russa e japonesa.

O novo protocolo da Internet Interplanetária foi desenvolvido sob o comando de Vint Cerf, atualmente no Google, e considerado um dos pais da Internet terráquea.

Fonte: Inovação Tecnológica

01
jul
09

tecnologia:Internet pela rede elétrica já é realidade no Brasil

No dia 13 de abril, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) homologou a tecnologia PLC – Power Line Communication, ou BPL – Broadband Power Line. Essa tecnologia permite o tráfego de voz, dados e imagens através da rede elétrica, o que abre um leque enorme de possibilidades na área de tecnologia.

A tecnologia PLC já existe há cerca de dez anos, sendo comercializada em 16 países da Europa. Nestes países, estão disponíveis links de até 4,5Mbps, devendo chegar ao final deste ano aos 14Mbps.

No Brasil, o desenvolvimento da PLC começou no Paraná, na fornecedora de energia elétrica, no final da década passada. Desde então, foi desenvolvida uma tecnologia compatível com o Sistema Elétrico Brasileiro, que foi testado nos últimos dois anos, até ser homologado.

Em São Paulo, já existem três bairros onde esta tecnologia está sendo utilizada: Pinheiros, Cerqueira César e Moema. Para os demais bairros, a tecnologia deverá estar disponível a partir de 2010. Com o PLC, a tomada elétrica vira o ponto principal de comunicação da residência ou da empresa.

O que muda para o usuário?
Para ter acesso a esta tecnologia, o usuário deverá contratar o serviço da operadora credenciada para comercializá-lo e adquirir um modem compatível com a tomada elétrica. Esse modem vai filtrar o sinal elétrico e disponibilizar os sinais de voz, dados e imagens em saídas específicas, funcionando como central de mídia.
Pensando em termos de facilidades oferecidas, esse modem poderá vir com uma antena de rede Wireless, oferecendo mobilidade para equipamentos de informática, como notebooks e desktops.
Outra possibilidade é portar o modem e usar a sua internet em qualquer lugar, bastando plugá-lo na tomada. Além disso, a montagem das redes vai ser simplificada, não necessitando de cabeamento de dados – que hoje é um problema, devido à dificuldade de passagem dos cabos.
Para as empresas, o PLC pode ser uma tecnologia que irá facilitar a interligação de unidades distantes através da rede elétrica, diminuindo a necessidade de links dedicados de dados, que são caros.

O que é preciso fazer na rede elétrica?
Para adaptar a rede elétrica para o PLC, as concessionárias de energia devem instalar uma grande quantidade de repetidores e roteadores junto aos transformadores, para amplificar o sinal de dados e evitar as oscilações nos pontos de segmentação da rede elétrica.

Como o PLC será comercializado?

A Eletropaulo divulgou que não deverá comercializar o PLC diretamente para o consumidor final, devendo fazer uma aliança com as operadoras de telecomunicações para atender o novo serviço.

Capilaridade da rede

Como a rede elétrica chega a quase todas as residências, o potencial de penetração desta tecnologia é enorme, podendo chegar a lugares onde hoje não existe banda larga pela linha telefônica, por rede de TV a cabo ou, ainda, por rádio.
Somente este aspecto já torna o PLC atrativo para o público em geral. Basta agora saber como será o modelo comercial e o que vai ser oferecido para os consumidores finais.

Por Almir Meira Alves

08
dez
08

tecnologia: bpl chega a São Paulo no início de 2009

“O novo serviço já está apto a funcionar em 15 mil domicílios de 300 prédios das regiões de Pinheiros, Moema e Cerqueira César da capital paulista”, afirmou a diretora-geral da AES Eletropaulo Telecom, Teresa Vernaglia, empresa subsidiária da AES na área de telecomunicações. Hoje, a companhia apresentou para a imprensa a nova tecnologia.

Segundo a executiva, o desenvolvimento da nova tecnologia, denominada Broadband Powerline (BPL), teve início há dois anos a partir da identificação de uma demanda crescente das operadoras de telefonia por redes que suportassem o crescimento do tráfego de dados e fossem amplamente distribuídas do ponto de vista geográfico. “Verificamos que o projeto da BPL atende os critérios de robustez e capilaridade da rede”, afirmou Teresa. A AES Eletropaulo Telecom já dispõe de 2 mil quilômetros de rede de fibra óptica, prestando serviços de infra-estrutura de telecomunicação para operadoras como Telefônica, Vivo e Embratel.

O BPL funciona da seguinte maneira: adaptadores são instalados em transformadores de energia localizados nos postes da rede de distribuição de baixa tensão. Esses equipamentos recebem o sinal digital da operadora de telefonia e converte em sinal elétrico, que é transmitido dos postes para as instalações elétricas dos usuários (que podem ser clientes residenciais ou corporativos). Na tomada, conecta-se um modem BPL, que por sua vez se liga aos computadores através de um cabo ethernet, os mesmos utilizados nos serviços de banda larga tradicionais, como Speedy. “Para o usuário, a vantagem dessa tecnologia é a portabilidade, já que pode usar a internet em qualquer tomada”, destacou a executiva.

Saiba mais:
Fonte: IG Tecnologia

13
nov
08

tecnologia: Internet pela rede elétrica 2

Seguindo a tendência mundial, o Brasil não escolherá um único padrão de PLC (Power Line Communications) para o país. Os textos discutidos pela Anatel em consulta pública não prevêem a escolha entre o padrão japonês, o americano e o europeu.

A decisão pode estar ligada ao crescimento da classe C, que tem atraído grupos estrangeiros interessados em explorar a banda larga por rede elétrica no país.

Leia mais:
Brasil terá três padrões de web por rede elétrica

12
nov
08

tecnologia: cloud computing

A mais de 10 anos, eu fiz uma previsão de como seria a computação no futuro: existiria uma caixinha do tamanho de uma carteira de cigarro que seria composta por uma placa de rede, uma placa de vídeo e interfaces USB, apenas isso. Essa caixinha, antigo CPU, estaria conectada à rede elétrica, com acesso à Internet, e, ao ligar o computador, você teria que digitar seu login e senha para acessar seu sistema operacional na Internet, bem como os softwares (Word, Photoshop, etc) e assim não existiria mais pirataria.

Pois é, minha previsão, finalmente, está se tornando realidade e, agora, tem até nome: Cloud Computing. Segundo a Wikipedia: “Cloud computing é um termo usado para descrever um ambiente de computação baseado em uma rede massiva de servidores, sejam virtuais ou físicos. Cloud computing hospeda as cloud applications, que são as aplicações que estão residentes nesta nuvem (cloud).”

Leia mais:
http://en.wikipedia.org/wiki/Cloud_computing
http://www.softwarelivre.org/news/10563
IDGNow




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